sábado, 28 de agosto de 2010

Diário de bordo #12


Era estranho àquela sensação. Estava tão acostumado a escutar da sua mão: gelada, friaainda que soubesse que isso não era nada demais não conseguia deixar de se acuar um pouco  (mas de forma sutil, sem que as vezes nem ele mesmo sentisse seu corpo se retraindo um pouco) –; que naquela caminhada ao pegar a sua mão sentiu no lugar do calor que costumava encontrar um leve frescor ficou de repente paralisado. Obviamente não parou no lugar, continuaram a caminhada pelo Marne, continuaram gozando de toda aquela tarde de sol (que já se estendia pra além das sete horas) dos últimos dias de verão que tinham conseguido pegar a despeito da chegada tardia. Seu sorriso, porém, já não era o sorriso de segundos antes, aquele sorriso de quem não tem uma preocupação na vida e pode calmamente desfrutar dos últimos dias de verão nessa nova cidade, nessa sua nova casa. Não. Seu sorriso agora vinha de outro lugar, vinha da (re)lembrança da casa que, diferente da outra, já não era mais nova, mas que, no entanto, sabia que poderia contar pelo resto dos seus dias. Seu sorriso vinha do que encontrou nessa mão ao seu lado que resolveu segurar naquela linda tarde de verão em Nogent-sur-Marne; não sabe se por um gesto de soliedariedade à sua própria mão ou pela brisa que soprava naquela tarde. não importa.

Um comentário:

  1. que seja doce, que seja doce, que seja doce.

    que sejam felizes, que sejam felizes, que sejam felizes.

    (:

    ResponderExcluir